A Reforma Tributária já começou a impactar a rotina das empresas brasileiras, e uma das mudanças mais importantes envolve a emissão de notas fiscais com o destaque dos novos tributos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Embora 2026 seja considerado um período de transição, os empresários precisam ficar atentos aos prazos de adequação dos sistemas fiscais, pois o descumprimento das novas exigências poderá resultar em penalidades nos próximos meses.
O que muda na emissão das notas fiscais?
Desde janeiro de 2026, as empresas já vêm se adaptando aos novos layouts dos documentos fiscais eletrônicos, que passaram a incluir campos específicos para o IBS e a CBS. O objetivo é permitir que o governo teste os sistemas, valide informações e prepare a transição para o novo modelo tributário.
Durante este período, os valores informados possuem caráter meramente informativo e não geram recolhimento efetivo dos tributos, desde que as obrigações acessórias sejam cumpridas corretamente.
Qual é o prazo que exige atenção?
O cronograma da Reforma Tributária estabelece que os sistemas de emissão de notas fiscais devem estar adequados aos novos requisitos até 31 de julho de 2026. A partir de 1º de agosto de 2026, os documentos fiscais deverão conter os campos relativos ao IBS e à CBS conforme as regras estabelecidas pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS.
Além disso, os regulamentos publicados em 2026 iniciaram a contagem do período de adaptação que antecede a aplicação de penalidades relacionadas ao não preenchimento dos novos campos fiscais.
Por que essa adequação é tão importante?
A emissão correta das notas fiscais será fundamental para o funcionamento do novo sistema tributário. O destaque do IBS e da CBS permitirá a apuração dos créditos tributários, a rastreabilidade das operações e a implementação dos mecanismos de não cumulatividade previstos pela Reforma Tributária.
Empresas que deixarem a atualização para a última hora podem enfrentar dificuldades como:
- Erros na emissão de documentos fiscais;
- Problemas de parametrização tributária;
- Inconsistências em sistemas de gestão;
- Riscos de autuações futuras;
- Perda de créditos tributários.
O que as empresas devem fazer agora?
Para evitar contratempos e garantir conformidade com as novas exigências da Reforma Tributária, é fundamental que as empresas iniciem desde já a revisão de seus processos fiscais e tecnológicos. Entre as principais ações recomendadas estão a atualização dos sistemas de emissão de notas fiscais, a revisão dos cadastros de produtos e serviços, a conferência das parametrizações tributárias, a capacitação das equipes fiscais e contábeis e o acompanhamento constante das novas regulamentações que vêm sendo publicadas. A preparação antecipada reduz riscos operacionais, evita erros no cumprimento das obrigações fiscais e proporciona uma transição mais segura e eficiente para o novo modelo de tributação.
A obrigatoriedade de adaptação das notas fiscais ao IBS e à CBS representa um dos primeiros grandes desafios práticos da Reforma Tributária. Embora a cobrança efetiva dos novos tributos ainda esteja em fase de transição, o cumprimento das obrigações acessórias já exige atenção das empresas.
Quem se antecipar terá mais segurança para enfrentar as mudanças e evitar problemas fiscais nos próximos anos.
Nossa equipe acompanha diariamente as atualizações da legislação e pode auxiliar na revisão dos processos fiscais, parametrização dos sistemas e planejamento tributário da sua empresa.
Entre em contato conosco e prepare seu negócio para as novas exigências da Reforma Tributária com segurança e tranquilidade.
Fonte: Jornal Contábil

