A Reforma Tributária deixou de ser apenas um projeto e passou a fazer parte da rotina das empresas brasileiras. Com o início da fase de transição, os documentos fiscais eletrônicos passaram a exigir novos campos relacionados à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), tornando indispensável a atualização de sistemas, cadastros e parametrizações fiscais.
Apesar disso, muitas empresas ainda não iniciaram essa adaptação. Um levantamento realizado pela IOB revelou que aproximadamente 95% das empresas brasileiras ainda não atualizaram seus cadastros fiscais, aumentando significativamente o risco de rejeição de notas fiscais e de interrupção das operações comerciais.
O que muda na emissão das notas fiscais?
Com a nova sistemática, a emissão de documentos fiscais passa a depender do correto preenchimento dos campos relacionados aos novos tributos da Reforma Tributária.
Na prática, isso significa que informações incorretas ou incompletas poderão levar à rejeição da nota fiscal pelos sistemas autorizadores da Secretaria da Fazenda (SEFAZ), impedindo o faturamento da empresa e comprometendo vendas, entregas e prestação de serviços.
Mais do que uma obrigação fiscal, a atualização cadastral passa a ser um requisito para manter a operação funcionando normalmente.
Os números chamam atenção
A pesquisa da IOB, realizada com 967 empresas de diferentes portes e regimes tributários, demonstra que o mercado ainda está em fase inicial de adaptação.
- Apenas 5,18% das empresas já atualizaram seus cadastros fiscais.
- 48,29% desconhecem que erros no preenchimento podem impedir a emissão das notas fiscais.
- 25,18% sabem das novas exigências, mas ainda não iniciaram as adequações.
Os dados mostram que muitas organizações ainda enxergam a Reforma Tributária apenas como uma mudança na legislação, quando, na prática, ela exige revisão de processos internos, sistemas de gestão e regras fiscais.
Quais são os riscos para quem não se adequar?
A falta de preparação pode gerar impactos diretos na operação da empresa, entre eles:
- rejeição de notas fiscais eletrônicas pela SEFAZ;
- atraso no faturamento e nas vendas;
- recolhimento incorreto de tributos;
- aumento do retrabalho operacional;
- dificuldades no relacionamento com clientes e fornecedores;
- riscos de autuações e penalidades fiscais.
Em um cenário de transição tributária, manter cadastros e sistemas atualizados deixou de ser apenas uma questão de conformidade e passou a ser uma necessidade para garantir a continuidade das operações.
A revisão cadastral deve ser prioridade
Adequar-se à Reforma Tributária vai muito além da atualização do sistema emissor de notas fiscais.
É necessário revisar informações como:
- classificação fiscal dos produtos e serviços;
- códigos NCM;
- regras tributárias aplicadas;
- parametrizações do ERP;
- cadastros utilizados na emissão dos documentos fiscais.
Quanto antes essa revisão for realizada, menores serão os riscos de enfrentar problemas durante a implantação das novas regras.
Como preparar sua empresa?
O momento ideal para iniciar a adaptação é agora.
Algumas medidas são fundamentais para reduzir riscos:
- revisar os cadastros de produtos e serviços;
- validar a classificação fiscal;
- conferir as regras tributárias aplicadas;
- atualizar o ERP conforme as novas exigências;
- realizar testes na emissão das notas fiscais antes da obrigatoriedade.
Além disso, contar com uma contabilidade especializada faz toda a diferença para conduzir esse processo com segurança, evitando erros que possam comprometer o faturamento da empresa.
A Reforma Tributária já está em andamento e exige planejamento. Quanto antes sua empresa revisar cadastros, processos e sistemas, mais tranquila será a transição para o novo modelo tributário.
A Dataminas Contabilidade acompanha de perto todas as mudanças da legislação e está preparada para orientar sua empresa na adequação às novas exigências, reduzindo riscos e garantindo mais segurança nas operações.
Fonte: Jornal Contábil.

