Legislação

Câmara aprova PEC pelo fim da escala 6×1: proposta reduz jornada para 40 horas semanais

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. O texto estabelece a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso por semana e mantém os salários dos trabalhadores sem redução. Agora, a proposta segue para análise do Senado Federal.

A votação aconteceu na noite de quarta-feira (27) e teve ampla aprovação no plenário. No segundo turno, foram 461 votos favoráveis e apenas 19 contrários. A proposta aprovada é resultado da unificação de diferentes PECs que tratavam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1.

O que muda com a PEC?

O texto aprovado determina que a jornada máxima de trabalho passe a ser de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois dias de descanso. Uma das folgas deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos.

A transição ocorrerá em etapas:

Após 60 dias da promulgação da PEC: jornada cai de 44 para 42 horas semanais; trabalhadores passam a ter dois dias de descanso por semana.

Após 14 meses: Jornada será reduzida definitivamente para 40 horas semanais.

Durante o período de adaptação, acordos e convenções coletivas poderão ajustar a distribuição das horas trabalhadas para viabilizar a transição.

Proposta prevê manutenção dos salários

Um dos principais pontos da PEC é a garantia de que não haverá redução salarial para trabalhadores contratados sob o regime da CLT. O texto também preserva pisos salariais e direitos já previstos na legislação trabalhista.

Debate divide opiniões

A aprovação da PEC gerou forte repercussão entre parlamentares, sindicatos, empresários e trabalhadores. Defensores da proposta afirmam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida, reduzir o desgaste físico e mental e aumentar a produtividade dos trabalhadores. Já críticos apontam preocupação com possíveis impactos econômicos e aumento de custos para empresas.

O tema ganhou força nos últimos meses após intensa mobilização nas redes sociais e discussões promovidas por movimentos que defendem jornadas de trabalho mais equilibradas.

Próximos passos

Para entrar em vigor, a PEC ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal em dois turnos. Caso seja aprovada sem alterações, o texto seguirá para promulgação do Congresso Nacional.

Como as empresas podem se preparar?

A possível mudança na legislação trabalhista exige planejamento das empresas, especialmente em setores que operam com escalas contínuas, comércio, indústria e prestação de serviços. A revisão de jornadas, adequação de contratos, análise de custos trabalhistas e reorganização operacional serão fundamentais para adaptação às novas regras.

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Fonte: Gov.br