A taxa Selic voltou ao centro das decisões empresariais.
E não é exagero dizer que juros altos mudam tudo: do preço do produto à margem de lucro, do acesso ao crédito às escolhas erradas que ainda são comuns dentro das empresas.
Mesmo assim, muitos empresários continuam tratando a Selic como um número distante, algo que só afeta bancos ou grandes corporações. Esse é o primeiro erro.
Quando a Selic sobe, o custo do dinheiro aumenta. Isso significa que financiar estoque, antecipar recebíveis, parcelar vendas ou recorrer ao crédito bancário fica mais caro — muitas vezes sem que o empresário perceba o impacto real no caixa.
O problema começa no preço.
Empresas que não revisam seus custos continuam vendendo como se o dinheiro tivesse o mesmo valor de meses atrás. O resultado é um preço que parece competitivo, mas que corrói a margem em silêncio.
Depois vem a margem de lucro.
Com juros mais altos, despesas financeiras crescem, prazos longos passam a custar caro e vendas parceladas deixam de ser vantagem. Sem controle, o empresário trabalha mais, vende mais e ganha menos.
O crédito também muda.
Linhas que antes pareciam viáveis passam a comprometer o caixa. Em muitos casos, o crédito é usado para cobrir falhas de gestão, não para crescer. E com a Selic alta, esse erro cobra um preço alto literalmente.
As decisões erradas se repetem:
- Manter preços sem recalcular custos;
- Vender a prazo sem avaliar impacto financeiro;
- Usar crédito para tapar buracos do fluxo de caixa;.
- Tomar decisões sem dados atualizados
Nada disso é falta de esforço, é falta de planejamento financeiro alinhado ao cenário econômico.
Selic alta exige gestão mais precisa, controle de caixa, análise de margem e decisões baseadas em números reais não em sensação.
Ajudamos empresas a entender como o cenário econômico impacta o dia a dia do negócio e a ajustar preços, prazos e estratégias com segurança.
Wellington Gonçalves – CEO Dataminas Contabilidade
Porque, em um ambiente de juros altos, quem decide no escuro paga mais caro.

