Gestão

Empresário brasileiro paga imposto demais ou planeja de menos?

Essa é uma das perguntas mais recorrentes no ambiente empresarial e a resposta, como quase tudo na área tributária, não é simples. Há, sim, uma carga elevada no Brasil. Mas também existe um problema estrutural de gestão e planejamento que faz muitos negócios pagarem mais do que deveriam.

A seguir, uma análise baseada em dados recentes e na realidade prática das empresas em 2026.

O peso real dos impostos no Brasil

Os números confirmam a percepção de muitos empresários: a carga tributária brasileira é alta. Em 2024, os tributos atingiram cerca de 32,2% do PIB, o maior nível em mais de duas décadas. A tributação sobre empresas pode alcançar até 34% sobre o lucro.  Grande parte da arrecadação vem do consumo, representando cerca de 43% do total arrecadado.  Ou seja: o Brasil não é exatamente um país de baixa carga tributária especialmente quando comparado a economias emergentes.

O problema não é só quanto se paga, mas como se paga

Apesar do peso dos tributos, especialistas são praticamente unânimes em um ponto: muitas empresas pagam mais imposto do que deveriam por falta de planejamento.

Isso acontece por fatores como:

  • Escolha incorreta do regime tributário
  • Falta de revisão fiscal periódica
  • Erros na classificação de produtos e serviços
  • Não aproveitamento de créditos tributários
  • Ausência de estratégia diante das mudanças legais

Com a chegada da Reforma Tributária, esse cenário tende a se intensificar. A diferença entre pagar imposto e pagar certo vai se tornar ainda mais evidente.

Reforma Tributária: um divisor de águas

Em 2026, o Brasil iniciou a transição para um novo modelo baseado no IVA dual, com a criação de dois tributos principais:

  • CBS (federal)
  • IBS (estadual e municipal)

Esses impostos substituirão gradualmente tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS.

Embora 2026 seja um ano de testes, com alíquota simbólica de 1%, as empresas já precisam se adaptar a novas obrigações acessórias, mudanças nos documentos fiscais, revisão de cadastros e operações. Além disso, a estimativa de um IVA em torno de 26% a 28% reforça a necessidade de planejamento estratégico.

Planejamento tributário: de opcional para obrigatório

Se antes o planejamento tributário era visto como diferencial, agora ele se torna uma necessidade operacional.

Empresas que não se adaptarem podem enfrentar: Aumento indireto da carga tributária, perda de competitividade, problemas fiscais e autuações

Por outro lado, quem se antecipa pode: reduzir custos operacionais, melhorar a margem de lucro, ganhar previsibilidade financeira.

Afinal, paga-se muito ou planeja-se pouco?

A resposta mais honesta é: os dois

O Brasil tem, sim, uma carga tributária relevante e complexa. Mas o impacto real no bolso do empresário depende diretamente da qualidade da gestão fiscal. Empresas bem estruturadas conseguem navegar melhor nesse cenário enquanto outras acabam pagando o preço da desorganização.

O debate não deve ser “quanto se paga”, mas “como se paga”. Com a Reforma Tributária em andamento, o empresário que não investir em planejamento pode acabar pagando mais mesmo sem aumento oficial de carga.

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Fonte: Jornal Contábil

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