O trabalho híbrido trouxe mais flexibilidade para empresas e colaboradores, mas também criou novos desafios para a gestão de pessoas. Com as mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), os riscos psicossociais passaram a fazer parte da gestão obrigatória de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), exigindo das organizações uma atenção maior aos impactos da forma como o trabalho é organizado.
O que são riscos psicossociais?
Os riscos psicossociais são fatores relacionados à organização, às condições e às relações de trabalho que podem comprometer a saúde mental dos colaboradores. Entre os principais exemplos estão:
excesso de carga de trabalho;
metas inalcançáveis;
jornadas excessivas;
falta de comunicação entre equipes;
isolamento profissional;
conflitos com lideranças;
assédio moral;
ausência de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
A atualização da NR-1 determina que esses fatores sejam identificados, avaliados e controlados pelas empresas dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Os desafios do trabalho híbrido
Embora o modelo híbrido ofereça vantagens como maior flexibilidade e redução do tempo de deslocamento, ele também pode intensificar alguns fatores de risco quando não há uma gestão adequada. Entre os principais desafios estão a dificuldade de integração entre equipes presenciais e remotas, a sensação de isolamento dos colaboradores, o excesso de reuniões virtuais, a dificuldade em estabelecer limites entre a jornada de trabalho e a vida pessoal, o aumento da cobrança por disponibilidade constante e as falhas de comunicação entre gestores e equipes. Quando esses aspectos não são acompanhados de forma preventiva, podem contribuir para o aumento dos níveis de estresse, ansiedade e esgotamento emocional, além de comprometer a produtividade e o bem-estar dos profissionais.
O que a empresa deve fazer?
A adequação à NR-1 vai muito além da realização de campanhas sobre saúde mental. As empresas precisam estruturar um processo contínuo de identificação, avaliação e gestão dos riscos psicossociais presentes no ambiente de trabalho. Para isso, é fundamental mapear os fatores de risco existentes na organização, ouvir os colaboradores por meio de pesquisas e canais de comunicação, capacitar líderes para reconhecer sinais de sobrecarga, estresse e conflitos, revisar processos, metas e jornadas de trabalho, implementar planos de ação com acompanhamento periódico dos resultados e manter toda a documentação integrada ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Essas medidas contribuem para um ambiente mais saudável, fortalecem a prevenção de problemas ocupacionais e auxiliam a empresa no cumprimento das exigências legais.
A prevenção reduz riscos jurídicos e melhora os resultados
Além de garantir conformidade com a legislação, investir na gestão dos riscos psicossociais traz benefícios como a redução do absenteísmo e do turnover, a melhoria do clima organizacional, o aumento da produtividade, a diminuição de passivos trabalhistas e o fortalecimento da imagem da empresa como um bom lugar para trabalhar. Mais do que uma pauta de bem-estar, a saúde mental passou a integrar a estratégia de gestão de riscos das organizações, tornando a atuação preventiva um diferencial para reduzir problemas operacionais e jurídicos no futuro.
A adaptação à NR-1 exige planejamento, documentação adequada e acompanhamento contínuo dos riscos psicossociais, especialmente em ambientes de trabalho híbridos.
Pode auxiliar sua empresa na adequação às novas exigências legais, orientando sobre obrigações trabalhistas, gestão preventiva e conformidade com a legislação. Entre em contato com nossa equipe e mantenha sua empresa preparada para os novos desafios da gestão de pessoas.
Fonte: Sebrae

