Legislação

Fim da escala 6×1: acordo prevê transição de 60 dias e redução gradual da jornada de trabalho

A proposta que prevê o fim da escala 6×1 avançou nesta semana após um acordo entre o governo federal e lideranças da Câmara dos Deputados. O texto em discussão estabelece uma regra de transição de 60 dias para que trabalhadores passem a ter dois dias de descanso por semana, além da redução gradual da jornada semanal de trabalho.

A medida faz parte da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que discute mudanças na jornada de trabalho no Brasil, tema que vem ganhando força nos últimos meses entre trabalhadores, sindicatos, empresas e representantes do Congresso Nacional.

O que muda com o fim da escala 6×1?

Pelo acordo anunciado, a mudança da atual escala 6×1 para o modelo 5×2 deverá ocorrer em até 60 dias após a promulgação da PEC. Na prática, isso significa que o trabalhador deixará de atuar seis dias consecutivos para ter direito a dois dias de descanso semanal.

Além disso, a proposta prevê uma redução progressiva da jornada semanal:

  • Inicialmente, a carga horária cairia de 44 para 42 horas semanais em até 60 dias;
  • Após 12 meses, a jornada seria reduzida para 40 horas semanais.

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, o objetivo é equilibrar os interesses dos trabalhadores e do setor produtivo, permitindo um período de adaptação para as empresas.

A proposta já está valendo?

Ainda não. A medida depende da aprovação da PEC na Câmara dos Deputados e posteriormente no Senado Federal. O relator da proposta, Leo Prates, informou que a votação deve ocorrer nos próximos dias nas comissões e no plenário da Câmara.

Como se trata de uma alteração constitucional, o texto precisa de ampla aprovação no Congresso antes de entrar em vigor.

Debate sobre produtividade e qualidade de vida

O fim da escala 6×1 vem sendo defendido por movimentos trabalhistas e por integrantes do governo como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir casos de esgotamento físico e mental e aumentar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Por outro lado, representantes de alguns setores produtivos demonstram preocupação com possíveis impactos nos custos operacionais, principalmente em atividades que dependem de escalas contínuas, como comércio, serviços e indústria.

Especialistas apontam que, caso aprovada, a mudança exigirá planejamento das empresas, revisão de escalas, reorganização operacional e análise de impactos trabalhistas e financeiros.

Como as empresas devem se preparar?

Independentemente da aprovação final da PEC, o debate já sinaliza uma tendência de transformação nas relações de trabalho no Brasil. Por isso, é importante que empresas acompanhem as atualizações da proposta e iniciem avaliações preventivas sobre possíveis impactos na folha de pagamento, produtividade e gestão de equipes.

A revisão de jornadas, contratos de trabalho, banco de horas e escalas operacionais pode se tornar fundamental para garantir conformidade com futuras exigências legais.

A Dataminas Contabilidade acompanha as atualizações da legislação trabalhista e oferece suporte estratégico para empresas que desejam se preparar com mais segurança para possíveis mudanças nas jornadas de trabalho, escalas e obrigações trabalhistas. Nossa equipe auxilia na revisão de escalas e jornadas, consultoria trabalhista preventiva, adequação de contratos e rotinas internas, planejamento para redução de riscos trabalhistas, apoio em Departamento Pessoal e folha de pagamento, além de orientação estratégica para empresas de diferentes segmentos.

Fonte: CNN Brasil