Reforma Tributária

5 produtos que ficarão mais caros com a Reforma Tributária. E o que sua empresa precisa entender desde já?

A Reforma Tributária promete simplificar impostos, mas isso não significa redução de custos para todos.
Na prática, alguns setores e produtos devem sentir aumento de preços, seja pelo fim de benefícios fiscais, seja pela mudança na forma de cobrança dos tributos sobre consumo.

Para o empresário, o erro é esperar o impacto chegar para só então reagir.

Veja 5 produtos que tendem a ficar mais caros com a Reforma Tributária e por quê.

1. Bebidas alcoólicas

A Reforma cria o chamado Imposto Seletivo, aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde.
Bebidas alcoólicas entram diretamente nessa lista.

O resultado esperado é:

  • Aumento da carga tributária
  • Repasse direto ao consumidor final
  • Pressão sobre bares, restaurantes, distribuidoras e eventos

Empresas do setor precisarão rever preço, margem e fluxo de caixa para não serem pegas de surpresa.

2. Cigarros e produtos derivados do tabaco

Outro alvo direto do Imposto Seletivo.
Aqui, o objetivo do governo é claro: desestimular o consumo por meio do preço.

Para quem atua na revenda:

  • O custo sobe
  • A margem tende a apertar
  • A gestão financeira precisa ser ainda mais precisa

3. Serviços (em geral)

Este é um dos pontos mais sensíveis da Reforma.

Hoje, muitos serviços pagam ISS com alíquotas menores.
Com a unificação de tributos no IBS e CBS, a carga sobre serviços pode aumentar.

Isso afeta diretamente:

  • Escritórios;
  • Prestadores de serviço;
  • Profissionais liberais;
  • Empresas B2B.

Quem não ajustar precificação e planejamento pode trabalhar mais e lucrar menos.

4. Energia elétrica

A energia tende a perder benefícios fiscais que hoje ajudam a segurar o preço.

Com isso:

  • A conta de luz pode subir;
  • O custo operacional das empresas aumenta;
  • Indústrias e comércios sentem o impacto direto.

Aqui, o aumento não aparece só no produto, mas em toda a cadeia.

5. Produtos industrializados com incentivos fiscais

Regiões e setores que hoje contam com incentivos fiscais (como isenções e créditos especiais) podem perder parte desses benefícios.

Consequência:

  • Custo maior de produção;
  • Preço final mais alto;
  • Necessidade de rever estrutura tributária e logística.

Empresas que dependem desses incentivos precisam agir com antecedência.

O maior risco não é pagar mais imposto.

É não se planejar.

A Reforma Tributária não acontece de um dia para o outro, mas o impacto começa no planejamento.

Quem entende antes:

  • Ajusta preços com estratégia
  • Protege margem
  • Evita sustos no caixa
  • Toma decisões com base em números, não em achismo

Reforma Tributária não é sobre imposto.
É sobre gestão, estratégia e sobrevivência do negócio.

Fonte: Jornal Contábil