Durante muito tempo, planejamento sucessório foi tratado como um assunto distante. Algo para “depois”, para “quando a empresa crescer mais” ou para “um dia no futuro”. A nova realidade jurídica e tributária do Brasil deixou claro: esse assunto não é mais opcional, é urgente.
E não estamos falando apenas de grandes patrimônios. Estamos falando de empresas familiares, pequenas e médias, que construíram tudo com muito esforço e que podem ver esse patrimônio se desorganizar por falta de planejamento.
O que mudou no cenário
Nos últimos anos, o ambiente jurídico e tributário passou por mudanças importantes:
- Discussões sobre aumento de ITCMD em diversos estados
- Maior fiscalização sobre distribuição de lucros e patrimônio
- Avanço da Reforma Tributária e seus reflexos patrimoniais
- Crescente judicialização de conflitos familiares e societários
- Exigências mais rígidas de comprovação patrimonial
Isso significa que deixar a sucessão “para resolver depois” pode custar caro em impostos, em conflitos e até na continuidade da empresa.
Onde mora o risco para o empresário
A maioria das empresas familiares tem algumas características em comum: Bens no nome da pessoa física, sociedade informal entre familiares, ausência de acordo societário claro, falta de definição sobre quem decide o quê, nenhuma estrutura jurídica preparada para uma sucessão. Enquanto tudo está bem, isso parece não ser problema.
Mas basta um imprevisto para o cenário se transformar em:
- Inventário demorado
- Bloqueio de contas
- Conflitos entre herdeiros
- Empresa paralisada
- Perda de patrimônio em impostos e custas judiciai
- Planejamento sucessório não é sobre morte.
O erro mais comum dos empresários é achar que isso só faz sentido para grandes fortunas.
Na prática, quem mais sofre com a falta de planejamento sucessório são as pequenas e médias empresas familiares, porque não têm estrutura jurídica preparada, misturam patrimônio pessoal com empresarial, dependem de decisões centralizadas em uma única pessoa.
O que orientamos aos clientes da Dataminas Contabilidade
Nós temos reforçado um ponto muito claro de que se sua empresa depende de você para tudo, ela está vulnerável. E a solução passa por organização contábil, societária, tributária e patrimonial trabalhando juntas. Planejamento sucessório não começa no advogado, começa na organização dos números, dos bens e da estrutura da empresa.
A nova realidade exige antecipação
O empresário que se antecipa paga menos imposto no futuro, evita conflitos familiares, garante a continuidade da empresa e protege o patrimônio que levou anos para construir. O que antes podia esperar, hoje precisa ser tratado como prioridade.
Fonte: Jornal Contábil
Wellington CEO – Dataminas Contabilidade